AMBIENTE PRIVADO:

Olimpíadas da Esperança

Histórico e Evolução do Programa de Responsabilidade Social

A Fundação Pitágoras é o braço social da Kroton e implementa desde 1999 programas de responsabilidade social transformadores, com foco primordial na melhoria da qualidade das escolas públicas de educação básica, por todo o Brasil.

Seu principal programa é o SGI – Sistema de Gestão Integrado, metodologia de Gestão que alinha os esforços de todos os integrantes da comunidade escolar de redes públicas de ensino – Secretaria de Educação / Liderança da Escola / Professores e Colaboradores / Alunos – na busca do grande objetivo comum: a melhoria da aprendizagem dos estudantes.

Em poucas palavras, o SGI é a adequação das melhores práticas de gestão adotadas pelas empresas mais evoluídas ao redor do mundo para o ambiente escolar. E o grande resultado tem sido saltos expressivos na aprendizagem dos alunos, comprovados pela evolução do IDEB, principal indicador oficial do País. O IDEB das escolas que implantam o SGI tem um crescimento 50% superior, em média, em relação às demais escolas.

São milhares de escolas e mais de 2 milhões de alunos beneficiados nas últimas décadas.

Nos últimos anos, a Fundação Pitágoras ampliou seu escopo de atuação abrangendo programas para desenvolvimento da Primeira Infância, resgate de Jovens Vulneráveis (evadidos das escolas públicas) e projetos para o Sistema Penitenciário, por entender que essas questões sociais se integram de forma indissociável. Experiências malsucedidas ao longo da vida de indivíduos em situação de vulnerabilidade, geram consequências em cascata num ciclo vicioso que desemboca num sistema penitenciário caótico, formado em sua maioria por jovens, negros e com baixíssima escolaridade.

Esse programa abrange todas as esferas do sistema educacional e penitenciário brasileiro e tem o nome de Olimpíadas da Esperança.

Conheça a fundamentação completa desse programa, em artigo a seguir, do Professor Evando Neiva:

Tobogã para o Abismo X Olimpíadas da Esperança

“As pessoas se movem por um de dois motivos: ou veem a luz ou sentem o cheiro de queimado.”

Provérbio popular

“Para cada problema complexo, há uma solução simples... que não funciona.”

Provérbio popular

“O caminho para baixo é o mesmo para cima.”

Heráclito
Imagem Crianças das Olimpíadas da Esperança
Estamos indo ladeira abaixo. Estou exagerando?

Em alguns lugares do Brasil já se sente o cheiro de queimado.

A figura sugere cinco seções distintas, entrelaçadas, com problemas e soluções complexas e específicas.
A figura sugere cinco seções distintas, entrelaçadas, com problemas e soluções complexas e específicas.
Vamos começar pela seção 2 - a rede de escolas públicas especialmente da educação básica. Quase 40.000.000 de crianças e jovens estão matriculados em aproximadamente 200.000 escolas no Brasil. Em grande parte desse universo a qualidade da educação é comprometedora (exclusão social, baixa produtividade, pobreza extrema etc.).

Nessa seção o “caminho para cima” pode ser encontrado dentro do próprio sistema – escolas que fazem um trabalho educacional notável. A solução não precisa ser importada de países campeões mundiais da qualidade da educação. O caminho é aproximar as escolas (presencialmente ou a distância), compartilhar as melhores práticas, fortalecer a liderança dos diretores, incentivar a parceria empresa-escola, focar na melhoria dos resultados de aprendizagem (IDEB) etc.

As deficiências profundas da seção 2 alimentam a seção 3 – dos jovens vulneráveis do sistema. São cerca de 3.000.000 de crianças e jovens fora da escola. E aí mora um perigo em potencial. É necessário e possível criar programas educacionais includentes. Educação especial, empregabilidade e empreendedorismo são caminhos para cima. É simples..., mas não é fácil. Temos que falar de mobilização, aliança, conspiração.

A seção 3 é fonte primordial de alimentação da seção 4 – o sistema penitenciário, com mais de 700.000 detentos e que cresce a cerca de 10% ao ano. As condições desse sistema são bem conhecidas (indignidade e desrespeito profundo aos Direitos Humanos criam as condições para a “pós-graduação” em crimes hediondos). Nesse ponto, o caminho para cima é o resgate do detento por programas educacionais adequados à realidade. É simples..., mas não é fácil!

Por óbvio, a seção 4 é a fonte da seção 5 (os egressos do sistema penitenciário). A ausência de programas de reinserção social (na escola, no trabalho, na família) acarreta em reincidência de crimes de grau superlativo. O caminho para cima é claro, mas não é fácil!

E a seção 1? Ela existe, é virtual ou é uma potencialidade? Trata-se de algo novo a ser criado que antecede a todo o sistema educacional-penitenciário. É o programa de preparação para a primeira infância (da concepção até os 3 anos). A fundamentação desse programa pode ser compreendida pelo estudo do Prêmio Nobel de Economia James Heckman, como se observa no trecho a seguir:

“Países que não investem na primeira infância apresentam índices de criminalidade mais elevados, maiores taxas de gravidez na adolescência e de evasão no ensino médio e níveis menores de produtividade no mercado de trabalho, o que é fatal. Como economista, faço contas o tempo inteiro. Uma delas é especialmente impressionante: cada dólar gasto com uma criança pequena trará um retorno anual de mais 14 centavos durante toda a sua vida. É um dos melhores investimentos que se podem fazer — melhor, mais eficiente e seguro do que apostar no mercado de ações americano. ”

Com a inclusão da seção 1 podemos almejar o equilíbrio do sistema educacional-penitenciário.
Com a inclusão da seção 1 podemos almejar o equilíbrio do sistema educacional-prisional.

São as

Olimpíadas da Esperança

“Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras.”

Ditado árabe

Antigamente, as tamareiras levavam de 80 a 100 anos para produzir.

Atualmente, com as novas tecnologias, esse tempo por ser muito reduzido.

Evando Neiva

Evando Neiva

Cofundador do Colégio Pitágoras, Presidente do Conselho de Administração da Kroton e fundador do movimento Aliança Brasileira pela Educação.
Aliança Brasileira pela Educação | Uma iniciativa: Kroton e Fundação Pitágoras