AMBIENTE PRIVADO:

ORIGEM

A decisão de criar a Aliança Brasileira pela Educação se nutre em uma transformação recente da nossa sociedade. Depois de décadas apenas acompanhando os esforços do Estado, a sociedade civil e suas lideranças se deram conta de que educação não é apenas assunto de governo, mas de todos.

A Aliança nasce de uma experiência extremamente bem-sucedida implantada pela Fundação Pitágoras – braço social da Cogna Educação, em Minas Gerais: o movimento Conspiração Mineira pela Educação. A Conspiração Mineira, criada em 2006, fundamenta-se numa aliança intersetorial entre Governo, Empresas e Fundações com objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade das escolas públicas de Minas Gerais, com ênfase na educação básica.

O trabalho da Conspiração já dura 12 anos e totaliza cerca de 1.741 escolas e 1 milhão e 300 mil alunos beneficiados, de escolas públicas municipais e estaduais. A forma de atuação da Conspiração Mineira são os Fóruns de Diretores. É exatamente esse formato, testado e validado por uma década, que está sendo replicado na Aliança Brasileira pela Educação.

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Fundação Pitágoras

Sobre a Cogna Educação

Com mais de 50 anos de tradição e pioneirismo, a Cogna Educação é uma companhia brasileira e uma das principais organizações educacionais do mundo. Formada pelas marcas Kroton, Platos, Saber e Vasta Educação/ Somos Educação, a holding oferece soluções e serviços tanto para o segmento B2B como para o B2C.

Pautada pela inovação e pelo propósito de transformar a vida das pessoas por meio de uma educação de qualidade, a companhia atende mais de 2,4 milhões de estudantes de todo o Brasil, da Educação Básica ao Ensino Superior, sendo 1 milhão de alunos atendidos diretamente e 1,4 milhão de estudantes por meio das escolas e instituições de ensino parceiras. Suas atividades e programas sociais geram um impacto de mais de R$ 431,1 milhões à sociedade, ajudando a transformar as comunidades onde está inserida.
Cogna Educação

A CARTA DO CAMINHO

Uma das primeiras iniciativas da Conspiração foi a redação de um documento-manifesto, explicitando a justificativa, os valores e as diretrizes do movimento que seria desencadeado. Mediante um amplo trabalho em equipe, a partir da inspiração de Antônio Carlos Gomes da Costa, foi redigido um documento compacto e expressivo, batizado de A Carta do Caminho.

A Carta do Caminho foi oficialmente lançada no III Congresso Mineiro de Alfabetização, sob a presidência da Secretária de Educação, Profa. Vanessa Guimarães, em maio/2007, tendo recebido a adesão de mais de 1.500 educadores, como signatários do manifesto. O documento tem sido objeto de leitura e reflexão em inúmeros encontros de educadores, por todo o Estado.

Aliança Brasileira pela Educação
A Carta do Caminho
Maio – 2007
Revisão Junho - 2016

“Se todos quisermos, poderemos fazer do Brasil uma grande nação.”
(Alferes de Cavalaria Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes)
Faltando apenas seis anos para o Bicentenário da Independência, podemos afirmar que, não obstante o muito que avançamos no passado recente, a profecia do Alferes ainda não se concretizou de forma completa. O Brasil está longe de ocupar o lugar que, pelas suas potencialidades, lhe estaria reservado.

O que até hoje nos aparta dessa condição? Um dos obstáculos mais formidáveis é um sistema de educação básica muito deficiente. De fato, sem uma Educação de Qualidade para Todos não poderemos realizar as nossas potencialidades. Não poderemos almejar a equidade social, a retomada do crescimento econômico sustentável e a inserção competitiva e soberana do Brasil na economia internacional.

A decisão de criar a Aliança Brasileira pela Educação se nutre em uma transformação recente da nossa sociedade. Depois de décadas apenas acompanhando os esforços do Estado, a sociedade civil e suas lideranças se deram conta de que educação não é apenas assunto de governo, mas de todos. Portanto, é sua também a tarefa de melhorá-la.

Rememorando o fato de o primeiro documento oficial escrito sobre o Brasil haver sido a Carta de Caminha, os redatores deste manifesto decidiram batizá-lo de A Carta do Caminho. Essa alusão às nossas origens dá força à prioridade merecida pela Educação, pelo fato incontestável – como o demonstra vastamente a experiência internacional – de ser a política pública de maior impacto social, a que mais promove o desenvolvimento econômico e a plataforma mais efetiva para todas as demais políticas públicas. Com A Carta do Caminho queremos contribuir para a travessia entre o Brasil que temos e o Brasil que queremos e podemos ser.

Tanto quanto um apelo aos poderes instituídos, esta mensagem mobilizadora da razão, do sentimento e da ação de todos, é um chamado ao que temos de melhor, ou seja, a nossa consciência cívica. Convocamos – no marco de uma ética de corresponsabilidade – todas as forças vivas da sociedade para participar dessa Aliança Brasileira pela Educação. E, dentre todas as alianças possíveis e indispensáveis, destacamos a importância transcendente da coalizão entre família, escola e a comunidade em que vive cada educando.

É preciso ter sempre claro que o centro de gravidade da Aliança Brasileira pela Educação é o aluno, o principal destinatário e a razão de ser desta aliança. É ele a fonte do sentido e o suporte de significação de nossa causa, desta iniciativa. Se não chegar à sala de aula e não afetar o que ali acontece com o aluno, a aliança simplesmente não chegou a lugar algum, e, portanto, carece de razão, não merecendo sequer existir.

Estamos convencidos de que a Aliança Brasileira pela Educação tem em cada município o locus privilegiado para o início, a disseminação e o foco de todas as ações. Afinal, no município estão quase todos os atores que determinam os fracos resultados observados e, também, onde poderão acontecer as transformações que nos levarão à Educação de Qualidade para Todos.

Reconhecemos que o êxito desta aliança é fortemente dependente de três comunidades que integram o universo educacional. Primeiro, a comunidade que o lidera, constituída pelos dirigentes educacionais em todos os níveis – enfatizando de modo especial as diretoras e os diretores das escolas. Segundo, a comunidade que estuda a educação e que, nas universidades e centros de pesquisas, aponta as saídas e produz reflexões sobre o passado, o presente e o futuro dos sistemas e métodos de ensino. E terceiro, ainda mais importante, os professores, técnicos e funcionários, que se levantam todos os dias e fazem a educação acontecer em cada rincão do país.

Aonde queremos chegar? Em última análise, queremos juntos encontrar caminhos para que cada escola tenha um ambiente adequado e voltado efetivamente para a aprendizagem, pois a escola só é boa quando o aluno aprende. Temos hoje um bom conhecimento dos problemas que afligem a escola. Sabemos também das soluções de sucesso, dentre nós e pelo mundo afora.

  • Aprendemos que a educação de qualidade se faz com soluções simples, robustas e ao alcance de quase todas as comunidades brasileiras.

  • Boas escolas têm metas e prioridades claras, realistas e compartilhadas por todos.

  • Não é possível obter resultados satisfatórios em nenhuma organização sem boa gestão e sem a criação de um ambiente positivo e estimulante. Por isso, a boa liderança dos diretores é fator crítico para a escola de qualidade.

  • Um dos elementos indispensáveis é a aferição sistemática da aprendizagem, por meio de avaliação externa. É ela que nos permite entender as falhas, cobrar resultados e premiar os êxitos.

  • A presença da política nas decisões escolares é deletéria e precisa ser banida.

Ao lançarmos este manifesto, celebramos nossa adesão formal aos objetivos e metas do Todos pela Educação, para compartilharmos da evolução do nosso país no setor educacional, até o ano de 2022, data escolhida emblematicamente por ser o marco do Bicentenário da Independência.

Nosso altruísmo e desvelo estão sendo chamados para desencadear o processo que deixará para nossos descendentes uma educação melhor – que é a grande ponte para a travessia do país que temos para o país com que sonhamos.

Começamos com a palavra inspiradora do Alferes Joaquim José da Silva Xavier e com ela vamos fechar essa conclamação. “Dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria”. Não importa se o alcance desses objetivos poderá ultrapassar a duração da vida de muitos de nós. O que importa é que o nosso compromisso seja perene e digno da grandiosidade do nosso país.

Antônio Carlos Gomes da Costa
★1949     2011
Prof. Antônio Carlos Gomes da Costa
Redigida pelo grande educador Prof. Antônio Carlos Gomes da Costa como diretriz filosófica da Conspiração Mineira pela Educação, a Carta do Caminho tornou-se também a pedra fundamental da Aliança Brasileira pela Educação, servindo como farol para suas iniciativas.
Aliança Brasileira pela Educação | Uma iniciativa: Kroton e Fundação Pitágoras